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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Queda dos juros, consumo e muito lixo.

Atualmente o Brasil está vivenciando uma fase econômica, marcada pela queda das taxas de juros nos empréstimos bancários. Depois de muitas décadas de austeridade, de planos econômicos absurdos e de muio aumento nos preços das mercadorias, o trabalhador brasileiro está adquirindo a oportunidade de realizar seus sonhos materiais. São facilidades que ajudam a aquecer a economia brasileira. Assim todos saem ganhando: o trabalhador, que vê o seu poder de compra ampliado, a indústria brasileira, que aumenta a produção para atender a demanda, o comércio, que aumenta os seus lucros com o crescimento das vendas e o governo que arrecada mais impostos. 


Essa realidade brasileira se contrasta com a realidade de alguns países da Europa e com a dos Estados Unidos da América. Que hoje vivenciam momentos semelhantes, que o Brasil viveu amargamente, na década de 1980. Porém uma reflexão deve ser feita:

Com o consumo aumentando, há uma forte tendência  de crescimento da produção do lixo. Diante de disso resta saber, onde tudo vai parar. Nas cidades Brasileiras, a alternativa mais utilizada para o descarte  e tratamento do lixo é o uso de aterros sanitários. Porém em muitos lugares, não há aterros sanitários e sim lixões, ou seja, grandes vazadouros a céu aberto, onde em 2008, segundo o IBGE ainda eram o principal forma de descarte do lixo em 50,8% das cidades


E os impactos desse lixo, nas grandes e médias cidades são visíveis. Estão espalhados pelas ruas, entopem bueiros, provocam a proliferação de doenças, poluem os rios e o litoral. É tanto lixo que o poder público tem dificuldade de desenvolver programas eficientes de coleta e tratamento do lixo. Geralmente são iniciativas caras e que não oferecem um retorno eleitoral considerável. 

Mas mesmo assim, com o aumento do consumo no Brasil, não dá para ficar esperando que tudo se resolva sozinho. É preciso que todos participem dessa reflexão para que, propostas mais eficientes de destino do lixo, sejam criadas e implementadas. Mas é importante ressaltar aqui que o problema está muito mais ligado ao comportamento das pessoas, principalmente com relação ao consumo desenfreado, que somo levados a praticar pelas campanhas publicitárias que inundam os meios de comunicações. 

Deixe seu comentário sobre o assunto e dê sugestões para a solução do problema.

Prof. Ernandes de O. Pereira